segunda-feira, 11 de junho de 2007

EU DEI UM PAU NO IVAN LESSA


Em entrevista à Folha de S. Paulo, no fim de semana, a propósito do lançamento da Antologia 2 do Pasquim – onde foi enfant terrible de rosa no rabo – eis que Ivan Lessa se encheu de enfado tropical.
Ok, aqui tem Vavá, tem sim senhor. Aqui tem banana, tem sim senhor. Aqui tem Pê Coelho, tem sim senhor.
O ar débâcle e ressentido com que encara a taba, como se não fosse ela a matéria-prima para tudo o que produziu em 72 anos – inclusive o Barroso –, dá a impressão de que Lessa, apesar do longo tempo cantando em outra freguesia, não se livrou da craca. Ele continua umbilicalmente ligado ao Íbis do planeta. O que faz agora é abastecer egos melequentos.
Livre associação, me recuerda artigo garatujado esses dias por Ruy Castro, em que ele, de “stent” novo”, apanhou-se no receituário de palmilhar uma hora por dia no calçadão de Copacabana e constatar (olha que zen!) que ele não era o único. Isso é que é minimalismo. Para essa turma do pasca, e isso dói (no peito, sim senhor), o brasilzinho foi e continua sendo uma foto rolleyflex do cantinho, do banquinho, do violãozinho e daquela letrinha composta no jardinzinho da infância: “O pato vinha cantando alegremente, quém quém...”


Mais na coluna Toda Política desta segunda no JE.

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