segunda-feira, 11 de junho de 2007

PÔ, EMÍLIA

Evoé Emília Gomes Teixeira, que morreu ontem em acidente na BR-376 e virou mais uma triste estatística das rodovias brasileiras. Credo eu, está sentada agora à esquerda de Deus Marx Todo Poderoso, onde militou até a última vírgula desta vida fácil de difícil ofício. Jornalista com tino para notícia (ei, é coisa rara), Emília foi durante longo tempo minha fonte preferencial - a Garganta Profunda daqui. Deixa pelo menos dez cadernos de notas sobre políticos e politiqueiros ainda a serem desvendados. Quando falou comigo a última vez com aquela rouquidão que a tornava inconfundível - inclusive para o pessoal da grampolândia -, lembrei, não sei por quê, do conto "Vozes do Retrato" de Dalton Trevisan. Emília foi-se. Os que vão viver a saúdam.

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