MIX PISSETTI
O secretário estadual Airton Pissetti (Comunicação Social) deu o ar sem-graça, logo após a divulgação do relatório de gastos do governo com publicidades nos últimos quatro anos. Ah, e da inevitável comparação com a era Lerner.
Por linhas tortíssimas, Pissetti endossou a atitude do governo em privilegiar os veículos de comunicação simpáticos ao governo.
"O primeiro critério é a mídia técnica. Mas há aquilo de mídia mista: técnica e política. As nossas ações (do governo) não são irrestritamente técnicas, são também políticas. Por isso o mix".
Trocando em graúdos (dinheiro farto, dinheiro público): Pissetti admite, com o óleo de peroba que lhe cabe, que o governo não usou critérios elementares presentes em qualquer livretinho de marketing. Quer seja o de que a veiculação de anúncios deve levar em conta circulação, público, objetivo, segmentação e sei lá mais o quê.
Largou dinheiro utilizando o critério afagabus afagabafinhos da mídia amistosa - aquela disposta a publicar releases do governo sem tirar nem pôr.
De mais a mais o relatório é uma tunga maiúscula. Compara oito anos de governo com quatro de Requião, não põe no bolo os gastos das empresas mistas (Sanepar, por exemplo) e das autarquias (Cohapar, por exemplo) e omite escandalosamente gastos com jornais de fora do estado (Hora do Povo e Tribuna da Imprensa, entre outros) e revistas amigonas (ei Mino Carta!). Quem quiser que engula com farinha.

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