segunda-feira, 25 de junho de 2007

BOBAGEM, MEU FILHO

O secretário Airton Pissetti (Comunicação Social) mandou publicar na primeira página dos jornais de Ponta Grossa e também em algumas publicações de circulação nacional o seguinte anúncio pago: “Nota importante: As rádios Mundial FM e Central AM, hoje de propriedade da família do deputado Marcelo Rangel, receberam no período de 1995 a 2002 em forma de propaganda oficial, a importância de R$ 1.141.873,00.
O comunicado provocou rebuliço na Assembléia. Da tribuna, Rangel vociferou contra o secretário e se disse disposto a renunciar ao cargo caso Pissetti provasse o que afirmara no anúncio.
A polêmica prosseguiu também no terreno além-muros do legislativo. O comentarista da CBN, Luiz Geraldo Mazza, tachou a ação de “terrorismo”. No que foi refutado pelo próprio Pissetti, que ligou para a emissora e exigiu dar sua versão. De acordo com o secretário, não há na nota nada que possa ser classificado de ofensa ao parlamentar. O que se fez foi um “esclarecimento” à população.
Causa estranheza, contudo, que só agora, quando uma Comissão Especial de Investigação (CEI) está para ser instalada na Assembléia justamente para investigar a gastança da Comunicação, Pissetti resolva sair da tumba onde dormitava desde o ano passado para se pronunciar.
Um detalhe que não pode escapar: a “nota importante” foi paga com o dinheiro dos cofres públicos.
Outro detalhe que não pode escapar: Pissetti se contradiz frontalmente ao apontar jornais de pequena circulação que receberam somas vultosas do governo Lerner, mas esquece que a prática (condenável) é useira e vezeira na era Requião. Que o digam os nanicos “Hora H” e “Correio Paranaense”.
Se faltou a piada, ela ficou para o final da entrevista. Pissetti garantiu que nunca houve tanta liberdade de imprensa no Paraná.
Até parece que ele é o bastião da democracia, né não? Acorda, secretário!

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