quarta-feira, 23 de maio de 2007

O GOVERNO BALOFO

A coluna Toda Política desta quarta-feira no JE.

Reportagem publicada em “O Estado de S. Paulo”, na segunda-feira, dá bem a dimensão do que é o governo do Paraná sob a batuta de Roberto Requião. O assunto era o inchaço das secretarias nos estados, no que seguem modelito de Lula que tem 37 ministros.
Pois a assessoria de imprensa do “Chávez brasileiro” julgou melhor omitir os dados. Primeiro não divulgou o número de secretarias no período requianista de 2003-2006, depois jogou a sujeira para debaixo do tapete ao contabilizar apenas 20 pastas no novo governo Requião, quando são 30.
Mesmo que se leve em conta o argumento do governo de que pelo menos 10 das chamadas secretarias contabilizadas pela oposição são, na realidade, ocupadas por “asssessores especiais” com status e salário de secretários, ele se reduz a pó na comparação óbvia. Tome-se o governo Lula e logo irá se verificar que também em Brasília há Secretarias Especiais, como a de Pesca, da Mulher, da Igualdade Racial, e tantos outros cabides, cujo ministro sem estrutura é, no fim das contas, um ministro.
O mesmo “O Estado de São Paulo” lembra na reportagem que, o Ministério da Pesca, que é uma Secretaria Especial, recebia R$ 5 milhões em 2003 e hoje recebe R$ 71 milhões. Ou seja, a estrutura agigantou-se e, inegavelmente, aumentou os gastos da máquina pública.
E se é caso de comparar o governo do Paraná com outra “doença” lulo-petista – o aparelhamento do estado – irá também se verificar uma semelhança rotunda. A criação de ministérios, secretarias, assessorias especiais ou seja lá que diabo se denomine, serve tão-somente para abrigar apaniguados de toda espécie. Vide o caso de Mangabeira Unger na Secretaria de Ações de Longo Prazo (a “Sealopra”). Vide o caso de Luiz Caron, na Secretaria de “Divisórias” (quaquaquá). Todos estão secretários ou são secretários, desfrutando das benesses e prebendas que só o poder público pode oferecer. Não se engane, portanto. É mutreta.

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